Reforço da capacidade científica e aposta na investigação de dimensão europeia
Reforçar a presença da investigação da Universidade Politécnica de Portalegre no espaço europeu é o principal objetivo do projeto “IPP IMPACT”, que aposta na internacionalização, na criação de novas redes de cooperação e na preparação de candidaturas a financiamento europeu.
Até junho de 2028 estão previstas a preparação e submissão de sete candidaturas ao Horizonte Europa, abrangendo áreas como bioenergia, alterações climáticas, recursos naturais, ciências sociais e saúde.
O projeto envolve os centros de investigação VALORIZA e CARE e pretende reforçar as competências internas e as redes científicas da Universidade Politécnica de Portalegre, potenciando a participação em consórcios internacionais de excelência e novas oportunidades de colaboração e financiamento. Simultaneamente, contribui para continuar a afirmar a instituição como referência na investigação orientada para os desafios dos territórios de baixa densidade, para o desenvolvimento sustentável do Alentejo e para a sua projeção no contexto europeu.
Com financiamento do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do Programa COMPETE2030 – Inovação e Transição Digital, representa um investimento elegível global de 153.033,90 euros, dos quais 130.078,82 euros correspondem à Universidade Politécnica de Portalegre.
Desenvolvimento de plataforma digital para promover o bem-estar emocional dos estudantes
A Universidade Politécnica de Portalegre está a desenvolver uma nova plataforma digital que pretende aproximar os estudantes do ensino superior de ferramentas de informação, prevenção e acompanhamento, na área do bem-estar emocional.
“EMOCARE – Emotional Care” é o nome deste projeto que aposta numa solução digital acessível, concebida a pensar nas necessidades e hábitos dos estudantes, e combinando conteúdos de literacia em saúde mental, ferramentas interativas, assim como funcionalidades de acompanhamento.
Entre as principais componentes está um assistente virtual baseado em inteligência artificial generativa, destinado exclusivamente ao apoio dos profissionais do Gabinete de Apoio Psicopedagógico (GAP). A ferramenta pretende apoiar os técnicos na triagem, aconselhamento e acompanhamento dos estudantes, disponibilizando sugestões, recursos e estratégias de intervenção, sempre sob supervisão humana.
A plataforma integrará também instrumentos de avaliação cientificamente validados, permitindo aos profissionais obter informação complementar sobre o estado emocional dos estudantes e apoiar o planeamento e acompanhamento das intervenções.
A experiência do utilizador será igualmente uma prioridade, através de uma interface adaptada ao público jovem e de funcionalidades como lembretes, acompanhamento de progresso e elementos de gamificação, procurando incentivar a participação e a adoção de hábitos promotores do bem-estar.
Mais do que uma ferramenta tecnológica, o EMOCARE pretende contribuir para uma cultura de maior literacia em saúde mental no ensino superior, facilitando o acesso a informação e recursos, promovendo a prevenção e ajudando a reduzir o estigma associado à procura de apoio.
O projeto é financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do ALT2030 – Programa Regional do Alentejo 2021-2027, num investimento que ronda os 100.000€.
Inclusão das comunidades ciganas no Alentejo
A Universidade Politécnica de Portalegre desenvolve o projeto “Bridges – Construindo Pontes para o Empoderamento das Comunidades Ciganas no Alentejo”, que pretende promover a inclusão socioeconómica sustentável das comunidades ciganas através de políticas de emprego e integração mais inclusivas e adaptadas às suas necessidades.
Com responsabilidade da Professora Márcia Oliveira, o projeto decorre até setembro de 2027 e irá analisar as principais barreiras à integração no mercado de trabalho, incluindo fatores de discriminação, necessidades de competências e formação e condições de acesso ao emprego e à habitação.
A iniciativa prevê ainda o desenvolvimento de propostas de formação e modelos de incentivos dirigidos a trabalhadores e empregadores, bem como de políticas ativas de emprego mais eficazes e inclusivas. Entre os resultados esperados está a elaboração de um Livro Branco com orientações para políticas públicas não discriminatórias.
Assente numa abordagem participativa, o projeto envolve diferentes entidades e stakeholders, procurando promover respostas conjuntas que contribuam para a redução da discriminação e para uma maior inclusão social e profissional das comunidades ciganas no Alentejo.
O montante de investimento elegível global do projeto é de 87.335,40€, cofinanciado a 85% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do Programa ALT2030 – Programa Regional do Alentejo 2021-2027.
Aposta na regeneração dos solos e na agricultura do futuro
Regenerar os solos, melhorar a eficiência na utilização dos recursos e aproximar os agricultores das tecnologias digitais são os principais desafios a que pretende responder o projeto “coverPLUS – Produção sustentável, Literacia digital, Uso eficiente de recursos, Solo regenerado”, desenvolvido pela Universidade Politécnica de Portalegre.
Com coordenação do Professor Luís Alcino da Conceição, o projeto estende-se até agosto de 2028, e propõe uma abordagem integrada para apoiar a sustentabilidade e a modernização da atividade agrícola no Alentejo.
Entre as ações previstas está a implementação de culturas de cobertura e estratégias de fertilização orgânica, procurando aumentar a matéria orgânica dos solos e melhorar a sua estrutura e fertilidade. Estas práticas poderão contribuir para uma maior retenção de água e nutrientes e para uma maior capacidade de resposta das culturas perante os efeitos das alterações climáticas.
A componente tecnológica assume igualmente um papel central. O projeto prevê o desenvolvimento de um modelo 3D de previsibilidade da produção, baseado no conceito de gémeo digital, que permitirá apoiar a monitorização das condições do solo e a tomada de decisões na produção de forragens.
O coverPLUS inclui ainda um programa de capacitação digital dirigido aos agricultores, combinando formação prática, tecnologias acessíveis e acompanhamento técnico, com o objetivo de facilitar a adoção de novas ferramentas e contribuir para a modernização do setor.
Financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do ALT2030 – Programa Regional do Alentejo 2021-2027, o projeto tem um investimento elegível de 49.025,70 euros, comparticipado a 85%.